cori

sabe-se que o mundo não tem ordem visível, apenas a ordem da respiração onde tudo acontece e eu apenas canto a passagem do tempo. as emoções cada vez mais inacessíveis anteriormente, ora vão se transformando, pouco a pouco, em um espaço de puro movimento. uma espécie de organismo vivo que cresce e palpita. gritos que ecoam pelas teclas de um computador sem fio na madrugada úmida. e hoje você está aqui na cama, dorme. vou pra perto de você, tento desviar o olhar, procuro incessantemente o controle remoto, mas sinto a tua respiração e te contemplo, em plano detalhe. preciso então te escrever. escrever arrancando de mim as coisas em pedaços, fragmentos. como o arpão que fisga a baleia e lhe estraçalha a carne. eu gostaria de tirar a carne das palavras. que cada palavra fosse um osso seco ao sol. em tons alaranjados e rubro // Eve Cori.

May 27
07.09.2009
bruna // may. 2012
May 26

bruna // may. 2012

May 26

(via nickdrake)

May 23

(Source: hopadope, via lesfemmes)

May 23

(via apresladanse)

// ana cristina césar
May 23

// ana cristina césar

Movido contraditoriamente por desejo e ironia não disse mas soltou, numa noite fria, aparentemente desalmado; - Te pego lá na esquina, na palpitação da jugular, com soro de verdade e meia, bem na veia, e cimento armado para o primeiro a andar. Ao que ela teria contestado, não, desconversado, na beira do andaime ainda a descoberto: - Eu também, preciso de alguém que só me ame. Pura preguiça, não se movia nem um passo. Bem se sabe que ali ela não presta. E ficaram assim, por mais de hora, a tomar chá, quase na borda, olhos nos olhos, e quase testa a testa. //ana cristina césar 

May 23
May 21

“Diego no conocía la mar. El padre, Santiago Kovadloff, lo llevó a descubrirla. Viajaron al sur. Ella, la mar, estaba más allá de los altos médanos, esperando. Cuando el niño y su padre alcanzaron por fin aquellas cumbres de arena, después de mucho caminar, la mar estalló ante sus ojos. Y fue tanta la inmensidad de la mar, y tanto su fulgor, que el niño quedó mudo de hermosura. Y cuando por fin consiguió hablar, temblando, tartamudeando, pidió a su padre: —¡Ayúdame a mirar!” Eduardo Galeano // El libro de los abrazos

May 21
May 3

// maria aparicio puentes

May 3

// maria aparicio puentes

Amar o perdido / deixa confundido / este coração. // Nada pode o olvido / contra o sem sentido / apelo do Não. // As coisas tangíveis / tornam-se insensíveis / à palma da mão. // Mas as coisas findas, / muito mais que lindas, / essas ficarão.// Carlos Drummond de Andrade. 

May 3
memória
May 2

// virgencita de guadalupe y san sebastián. por alfredo vilchis roque.

May 2

// (E)TER NA MENTE

[…]chove chuva choverandoque a cidade de meu bemestá-se toda se lavando // soidão // oswald de andrade.
May 1

[…]
chove chuva choverando

que a cidade de meu bem
está-se toda se lavando // soidão // oswald de andrade.

(Source: ed-black, via yellowandotherinspiringstuff)